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Médicos estabelecem nova pressão máxima para determinar hipertensão

Médicos americanos anunciaram um número, nesta sexta-feira (11), que atraiu a atenção do mundo todo: eles determinaram qual é a pressão arterial máxima para não ser considerado um hipertenso.
Um estudo financiado pelo governo americano acaba de concluir que é preciso mudar a meta do que é considerado pressão alta. Isso pode mudar a sua vida: você pode ter acabado de entrar na lista dos hipertensos.

Nos Estados Unidos, no Brasil e no resto do mundo, a hipertensão é definida como uma pressão arterial acima de 14 por 9. O que o estudo descobriu é que, se a gente conseguir baixar o limite máximo de 14 para 12, nossa saúde pode melhorar muito. E, se todo mundo fizer isso, milhões de vidas podem ser salvas.
Esse novo limite reduziria o risco de morte para quem tem mais de 50 anos em 25% e o de doenças como derrame e insuficiência cardíaca em mais de 30%. O estudo que chegou a essa conclusão foi feito com 9,3 mil homens e mulheres acima dos 50 anos de idade. O resultado da pesquisa era para ser divulgado só daqui a dois anos, mas os cientistas ficaram tão empolgados com as conclusões que decidiram não perder tempo.

Um em cada cinco brasileiros com mais de 18 anos está com a pressão alta. Entre os 60 e os 64 anos, essa proporção dá um pulo: quatro em cada dez pessoas nessa faixa têm hipertensão, segundo o Ministério da Saúde. E o número só cresce quanto mais velho a gente fica. Acima de 75 anos, os hipertensos correspondem a mais de 55%.
O estudo recomenda aos médicos cautela ao receitar remédios para baixar a pressão. É preciso calcular bem os benefícios de manter a pressão máxima em 12. Eles têm que ser maiores do que os efeitos colaterais causados pelos remédios.

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