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Hipertensão mascarada afeta mais de 30% dos hipertensos controlados

A hipertensão mascarada é aquela em que as medidas da pressão arterial estão normais no ambiente de consultório e elevadas fora dele. Hipertensos em tratamento com esse tipo de comportamento da pressão arterial apresentam um risco mais elevado de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e acidentes vascular cerebral, quando comparados aos hipertensos controlados dentro e fora do consultório médico.
Um estudo realizado por pesquisadores espanhóis constatou que mais de 30% dos hipertensos considerados controlados após a avaliação da pressão arterial do consultório, eram na verdade hipertensos mascarados quando avaliados pela monitorização ambulatorial da pressão arterial, conhecida como MAPA.
 
A MAPA é o método que permite o registro indireto e intermitente da pressão arterial durante 24 horas, ou mais, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais durante o dia, e também, durante o período do sono.
O estudo avaliou 14.840 pacientes com hipertensão arterial controlada clinicamente (pressão arterial no consultório menor que 140×90 mmHg), dos quais 4.608 (31,1%) tinham hipertensão mascarada mal controlada (HMMC) segundo os critérios da MAPA (média da pressão arterial em 24 horas maior que 130×80 mmHg).
 
A prevalência de HMMC foi maior em homens, em pacientes com controle clinico limítrofe da PA do consultório (PA sistólica entre 130 e 139mmHg, e/ou PA diastólica entre 80 e 89 mmHg), e naqueles com fatores de risco cardiovasculares maiores (fumantes, diabéticos e obesos).
A prevalência de hipertensão mascarada mal controlada entre hipertensos é elevada (31,1%) e a medida casual da pressão arterial, ou seja, aquela realizada apenas no consultório, não é capaz de identificar esses pacientes. A utilização da MAPA para avaliar o controle da pressão arterial deve ser considerada, principalmente nos pacientes de alto risco cardiovascular e naqueles com controle pressão arterial limítrofe no consultório.
Fonte: Cardiosource em português e European Heart Journal.

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